O zagueiro Gabriel Paulista
deve ser apresentado ainda nesta segunda-feira como novo reforço do
Vasco. O clube carioca ficou de depositar nesta segunda-feira os R$ 4
milhões pelos 70% do passe do atleta de 22 anos."Pelo que sei, devo viajar na segunda ou terça. Saio de um time grande para outro. Vou defender o Vasco e pretendo ser campeão lá", afirmou o zagueiro ao PLANETA VITÓRIA, em entrevista concedida no sábado, 16.
Gabriel tinha 18 anos quando fez o primeiro jogo com a camisa profissional do Vitória. O jovem zagueiro chamou atenção pelo bom futebol mostrado no empate sem gols com o Atlético Mineiro, em jogo do Brasileirão de 2009. Quatro temporadas depois, a despedida. O triunfo por 3 a 1 sobre o Botafogo no Barradão, que marcou no sábado a estreia do time pelo Estadual, foi o último de Gabriel pelo Leão.
Segundo o próprio Gabriel, foram quatro temporadas marcantes em sua vida. Ele esteve presente nas últimas alegrias e tristezas do Leão. O jogador foi um dos destaques no último Baiano conquistado pelo Leão, em 2010.
A sua tristeza pelo rebaixamento da equipe no Brasileirão do mesmo ano também foi marcante. O choro descontrolado em campo, logo após a queda, foi um símbolo da comoção da torcida rubro-negra.
Porém, para Gabriel só ficaram as lembranças boas. "Não tenho o que pensar de negativo aqui. Atuei com esta camisa com todo meu coração e me despeço com a mesma emoção e vontade de chorar... Não dá para falar do Vitória sem chorar", emocionou-se Gabriel, sem controlar as lágrimas, ao falar ao A TARDE após o jogo de sábado.
Nascido em São Paulo, o zagueiro fez parte da última grande safra de defensores do Leão, ao lado de nomes como Anderson Martins, Wallace e Victor Ramos, único no time hoje. "Sobrou Victor, né? Isso mostra o quanto tivemos uma base forte. Agradeço ao nosso coordenador da base, João Paulo, passando por Ricardo Silva, Carpegiani e Caio", disse Gabriel.
207 jogos
Curiosamente, o atleta chegou ao clube em outra posição. "Na verdade, comecei a carreira como atacante. Porém, fui recuando e cheguei ao Vitória como meia. Recuei mais até a zaga. Ser goleiro seria demais!", brincou Gabriel, que fez cinco gols pelo Vitória, em 207 partidas, a maioria pelo Brasileiro.
Entre os jogos, dois ele prefere esquecer. "Tire a partida que fomos rebaixado em 2010, contra o Atlético de Goiás, além do jogo contra o Bragantino, no ano passado pela Série B. São para esquecer", lamentou.
Esquecer o jogo contra o Atlético Goianiense é até compreensível, já que se tratou de um rebaixamento. Mas há uma explicação também para sepultar o duelo contra o Bragantino.
"Naquele jogo eu estava perdido psicologicamente. Foi naquele episódio que apanhei da torcida no aeroporto. Entrei em campo sem noção, cometi pênalti no início e ainda fui expulso. Meu pior jogo".
Em sua última partida, Gabriel saiu-se bem. Cometeu um pênalti, mas evitou outras investidas do Botafogo e salvou uma bola em cima da linha. No final, abraço coletivo dos companheiros e agradecimento vindo da arquibancada: "Vou chorar novamente. Saí como comecei. De cabeça erguida e apaixonado pela torcida".
Três perguntas para Gabriel Paulista
Você assina por cinco anos com o Vasco. Conhece bem o elenco vascaíno?
Gabriel Pulista: Acompanhei alguns jogos e sei que é um elenco de qualidade. Não venceu a Taça Guanabara, mas tem atletas de alto nível, como Pedro Ken, colega de Vitória ano passado.
Qual será seu cartão de visita no Vasco para ganhar espaço?
Gabriel Pulista: Minha raça e vontade. Sei que posso mostrar serviço e brigar por vaga. Eles já conhecem o potencial dos zagueiros revelados no Vitória, pois já contrataram Victor Ramos e Anderson Martins.
Qual a última mensagem ao torcedor do Vitória?
Gabriel Pulista: Obrigado por tudo! Espero ter honrado esta camisa que vesti e creio no sucesso do Vitória este ano.
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